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Informativo sobre Arborização Urbana
INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO: As cidades são a maior alteração antropogênica do ambiente natural. São áreas com modificações desde a estrutura física do solo (desestruturação, compactação e impermeabilização) até no microclima, pelo resultado do acúmulo e da reflexão do calor e da luminosidade pelos materiais das superfícies construídas, do asfalto e das pavimentações. Cada vez mais essa grande população necessita de condições que possam melhorar a convivência dentro de um ambiente muitas vezes adverso. Assim, a Arborização Urbana, pelos vários benefícios que pode proporcionar ao meio urbano, tem um papel muito importante no restabelecimento da relação entre o homem e o meio natural, garantindo uma melhor qualidade de vida para os munícipes.

LEGISLAÇÃO: A arborização urbana é respaldada pelo Código de Arborização Urbana Lei Municipal nº 4.507 /2009 e sua regulamentação - Lei nº 4.609/2010;

PLANTIO: As espécies a serem plantadas deverão ter uma altura mínima de 1,0m e raízes acondicionadas em embalagens individuais, deverão ser plantados em (canteiros) com espaços e dimensões conforme regra a seguir denominado ESPAÇO ARVORE seguindo o calculo abaixo.

CALÇADAS DE NO MINIMO 2 METROS DE LARGURA 2,00m X 40% = 0,80m ESPAÇO ARVORE - 0,80 LARGURA X 2,00 METROS DE COMPRIMENTO


Com esse espaçamento, a unidade arbórea terá um bom desenvolvimento sem o comprometimento da calçada e/ou demais estruturas urbanas. O colo da muda deve ficar no nível da superfície do solo. A muda deve ser irrigada até sua completa consolidação.

O QUE PLANTAR: Espécies de pequeno a médio porte (plantar sob rede) Quadro 1

Nome popular Nome científico
Pitangueira Eugenia uniflora
Quaresmeira Tibouchina granulosa
Grevilha-anã Grevillea banksii
Cerejeira Rio Grande Eugenia involucrata
Manduirana Senna macranthera
Cássia aleluia Cássia multijuga
Manacá da Serra Tibouchina mutabilis
Ypê Mirim Stenolobium stans
Oiti Moquilea tomentosa
Calicarpa Callicarpa reevesii
Pata-de-vaca Bauhinia forficata
Escova de Garrafa Callistemos sp


Espécies de médio a grande porte, plantar no lado oposto à rede e/ou em canteiros centrais e áreas verdes Quadro 2

Nome popular Nome científico
Ipê-amarelo Tabebuia sp
Angico Branco Anadenanthera colubrina
Aroeira Salsa Schinus molle
Aroeira Pimenteira Schinus lentiscifolius
Ipê Roxo Tabebuia heptaphylla
Ipê Branco Tabebuia róseo-alba
Chapéu de Sol Terminalia catappa
Canelinha Nectandra megapotamica
Jacarandá Mimoso Jacarandá mimosifolia
Sibipiruna Caesalpinia peltophoroides


Espécies não recomendadas - quadro 3

Nome científico Nome popular
Eucalipto Eucalipto ssp
Schizolobium parayba Guapuruvu
Ficus sp Figueira
Delonix regia Flamboyant gigante
Chorisia speciosa Paineira



PODA: As podas das arvores existentes no perímetro urbano é de responsabilidade da Secretaria de Serviços Públicos, onde os interessados deverão realizar o pedido e técnicos especializados treinados pela SAMA irão realizar as podas preconizando a copa arbórea. Podas particulares deverão ser realizadas por técnicos especializados. Lei 4.507/09 - Artigo 14 - Ficam expressamente proibidas as podas drásticas que venham interferir tanto no equilíbrio estético como físico-morfológico da árvore e nas quais os cortes sejam efetuados abaixo da 4ª (quarta) ramificação a partir do fuste. Parágrafo Único - Consideram-se podas incorretas as realizadas de maneira inadequada ou com ferramentas e equipamentos impróprios para esse fim, que acabam lascando e descascando os ramos das árvores. Em 2013 foi publicada a Norma Brasileira de Florestas Urbanas, que trata, dentre outros itens, da poda de árvores em ambientes urbanos: ABNT NBR 16.246-1: Florestas Urbanas - Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas - Parte 1: Poda.

SUPRESSÃO: As supressões arbóreas no município de Itapira - SP são realizadas iniciando com uma vistoria de técnicos da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, o qual após criteriosa inspeção é preenchido um laudo "Solicitação de Corte de Arvore" sobre as condições fitossanitárias e biomecânicas e/ou relatando o motivo da supressão da espécie caso seja deferido o corte da mesma pelo técnico. Nas supressões deferidas, o requisitante assina um termo de Compromisso assumindo o replantio num prazo não superior a 30 dias após o corte conforme Lei Municipal nº 4505/2010.

MANEJO E CONTROLE DE PRAGAS: A regas devem ocorrer nos horários frescos do dia, ou seja, de manhã ou no final da tarde, 3 vezes por semana no verão e no inverno, fornecer água à muda a cada dois dias. Quanto a adubação e condução é importante observar como estão o solo (permeabilidade, compactação) e a própria planta para realização de adubação ou coroamento; Para manter sua árvore sadia (em bom estado fitossanitário), é importante: Utilizar métodos de controle de pragas menos agressivos ao meio ambiente, como o controle mecânico contra formigas cortadeiras, a calda de fumo, entre outros, buscando orientação técnica de profissional habilitado.

MAIORES INFORMAÇÕES: Antes de realizar qualquer intervenção em uma árvore, entre em contato com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Itapira (19) 3863-1886. Muitas ações caracteriza infração ambiental e está sujeito a multa.

"Respeitar uma árvore é garantir nossa própria existência".



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